RSS

16 de out. de 2014

O amor já não é o bastante

Nunca foram suficientes as juras, as palavras, os compromissos com a certeza inquestionável de que amor e verdade eram aquilo que se queria realmente. Assim deveria ser a meta! Entretanto, parece ser necessário a imaterialidade do ser para se chegar a esse fim. A busca do novo encanta e atrai.

Todos cobram essas duas coisas, poucos se dão conta de que as levam consigo. Todos dizem que amam e que falam a verdade, mas as transmutam em mentiras de acordo com sua conveniência.

Melhor concordar com o poeta Augusto dos Anjos quando afirma: “... o amor na Humanidade é uma mentira.” Afinal, as pessoas rendem-se a quaisquer encantos e preferem as futilidades que o mundo lhes põe diante dos olhos.

Desprezam valores individuais e coletivos. Nesse rol vai também a família, base angular de uma sociedade de igualdades que se desiguala a cada dia. Assim é o instinto humano.

10 de out. de 2014

Boca-de-urna, crime de difícil combate

     A compra de voto em Roraima, ao que parece, é muito mais acentuada do que em outras partes do país. Essa prática vem sendo corriqueira a cada eleição e não adianta providências fiscalizatórias da Justiça Eleitoral, tampouco da Polícia Federal na tentativa de evitar a prática deste crime.
     Assim tem sido desde a criação do estado de Roraima, quando se fazer boca-de-urna era muito fácil e não havia as perseguições da atualidade. O dinheiro corria frouxo. Era um atrativo para os eleitores que recebiam as benesses de vários candidatos que tentavam atrair o voto para sua candidatura.
     Com isso, as campanhas políticas em Roraima foram ficando cada vez mais cara e, proporcionalmente, hoje nestas bandas do norte brasileiro temos o voto mais caro do Brasil. Logo, fica difícil um candidato a qualquer cargo eletivo conquistar uma eleição caso não tenha dinheiro.
     Sabem as autoridades que é muito difícil evitar a prática da chamada BU. No máximo, o que se consegue é inibir um pouco, pois quando se pensa nas providências, o dinheiro já está lá na ponta com os cabos eleitorais de confiança, guardando-o para distribuí-lo na hora aprazada e sem atropelo.
     O mal vai se alastrando a cada campanha estimulando as consciências, fazendo a alegria de todos, sobretudo as faixas menos favorecidas do eleitorado que pouco estão se importando para o chamado voto consciente, voto ético, voto de valor. Afinal é difícil se encontrar quem não gosta de dinheiro.

Quanto vale o seu voto?

     Qualquer que seja o valor que você receba em dinheiro, será apenas uma questão de momento, talvez para saciar uma necessidade ou apenas por puro interesse. O seu voto é mais valioso que qualquer quantia em dinheiro. Você estará mostrando que não é um ANALFABETO POLITICO e é consciente do seu dever de eleitor. No entanto, se aceitar o dinheiro não poderá – JAMAIS – reclamar dos políticos, nem chamá-los de ladrões, corruptos ou qualquer outra desfeita ou adjetivação, pois você vendeu a sua CONSCIÊNCIA por um valor mísero e amanhã, ou logo mais não terá esse maldito dinheiro que lhe comprou UM SIMPLES GESTO de decidir o seu futuro e de sua família. 

26 de jun. de 2014

Tortura e empirismo

     Muitos brasileiros têm se manifestado a favor da tortura como forma de combater a criminalidade. Tal posicionamento não revela nada de novo, apenas reforça a tese do Empirismo de que o conhecimento vem principalmente a partir da experiência sensorial. Tomaz Hobbes (1588 a 1679), demonstra isso em frases como: "homo homini lupus", o homem é o lobo do homem e arrematada com a expressão: "Bellum omnium contra omnes", é a guerra de todos contra todos.
     A violência é própria do ser humano. Apesar do grau de evolução e conhecimento a que chegamos, ainda não nos distanciamos do animal perigoso e predador que somos. A sensação e o fascínio que levam à tortura e à submissão estão latentes no homem. 
     A esse conceito também chegou Hobbes, apontando que o Direito reduz-se à força. E Hobbes apenas amplia o pensamento de Platão para quem “o direito, no mundo só está em questão para iguais em poder. Os fortes fazem o que podem e os fracos sofrem o que devem sofrer”.
     O interessante é observarmos que as classes mais altas e com elevada escolaridade apoiam o uso da tortura. Essa natural atitude do ser humano foi demonstrada por Hobbes no século 16, portanto, hoje essa tese está mais clara do que nunca. 
     O homem, apenas saiu da escuridão e, ao migrar para a luz, descobriu que poderia melhorar os atributos de sua força e que ela não se resumia, apenas, aos músculos. Conforme o Empirismo de Hobbes “o poder de cada um é medido pelo poder real”. 
     Portanto, a essência do direito de cada um está ligada à força, logo, o homem só pensa nos próprios interesses. O manifestado desejo punir para chegar à verdade através da tortura, apenas confirma a tese do “homo homini lúpus”.

LEIA também: Sob o Signo da Violência http://migre.me/k6Ydg

4 de jun. de 2014


3 de jun. de 2014

O valor do silêncio


23 de abr. de 2014

Levanta, sacode a poeira

     Na maioria das vezes não nos acostumamos com a verdade que está a nossa frente. Sempre buscamos fazer a vida e as coisas ao nosso modo e não analisamos as consequências. Todavia nunca é tarde para fazer uma revisão e mudar o quadro para que os benefícios venham ao nosso favor.
     Não adianta o desespero, a impaciência, a agonia e aquela vontade terrível de fugir para bem longe, como se isso fosse à solução dos problemas que se está vivendo e que precisam de uma solução cartesiana para que a vida siga o seu curso normal e sem qualquer atropelo.
     Ora, se o presente reflete bem o passado, o que vivemos no agora foi projetado por nós mesmo. É uma realidade que não esperávamos vivenciar, se a planejamos ou não, queríamos que ela fosse diferente. Entretanto, os caminhos escolhidos por resultaram nesse indesejável presente.
     O que não podemos fazer é a autoflagelação, a autopunição e, tampouco permitir que os outros nos julguem pelos erros que praticamos. Todo ser humano é grande e só é pisoteado até o dia em que assim o deseja. Foi fraco para superar sua própria desdita. Como disse o poeta, nessas horas, “levanta sacode a poeira e dá a volta por cima”.

14 de abr. de 2014

A propaganda infantil

     O mercado publicitário voltado diretamente à crianças e adolescentes é mais que uma mina de ouro é a própria galinha dos ovos de ouro que não para de produzir. Os apelos estão em todos os segmentos e mídias. Qualquer decisão de frear essa máquina, com certeza, não surtirá efeito. Esse filão de mercado movimenta algo em torno de R$ 50 bilhões ao ano.
     Anunciam-se tudo e se vende tudo, graças à intervenção dos pequenos consumidores que lutam por fazer prevalecerem as suas vontades. Não têm outro caminho a não ser apelar, implorar, cobrar, chantagear e promover toda sorte de estripulias para conquistar o brinquedo dos sonhos.
     Os pais que tentem – se não tiverem condições financeiras – persuadirem seus filhos a fecharem os olhos aos encantamentos das propagandas mostradas na TV, nas mídias sociais, e dezenas de outros meios de comunicação.
     A resolução 163/2014 do Conanda – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente proíbe a prática de publicidade ou comunicação mercadológica voltada diretamente a esse público, com certeza não tem força de lei.
     Pela norma, são consideradas abusivas as campanhas com linguagem infantil, efeitos especiais e excesso de cores, trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança, representação de criança, pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil, além de uma série de outras coisas tão comuns usadas pelo mercado publicitário.

18 de fev. de 2014

O ABRAÇO

Leia mais: http://gonzaga.andrade.blog.uol.com.br/

17 de jan. de 2014

Dia dos adultos?

     Duvidei, mas me provaram que existe. E por que não acreditar? Em nosso calendário tem espaço pra tudo, logo não tenho mais dúvida. Analisando direito a gente constata coisas que nunca imaginava que merecesse comemoração. É como esse tal dia dos adultos.
     Fui pesquisar e me convenci. Encontrei uma referência, depois outra e outra com data de 15 de janeiro. Então vem a pergunta: o que comemorar no dia do adulto? Particularmente não vejo nada em especial.
     Qual a origem ou de quem foi a ideia? Ai é outra história. Apenas se sabe que o dia do adulto só existe no calendário de datas comemorativas no Brasil. Pesquisei bastante, mas não encontrei nada definitivo.
     Talvez a data tenha sido criada pra ver se o comércio não perde o pique depois das festas natalinas. Afinal, fomos criança (12 de outubro), jovem (23 de setembro) e tivemos muitas festas, ganhamos muitas lembranças, principalmente no tempo de criança.
     Não vou falar aqui do dia dos pais, das mães, da mulher, do homem ou dia do idoso (1º de outubro). O que sobra pra se festejar? Temos mais coisas contra os adultos do que favoráveis. Apenas como certo é que agora podemos fazer tudo que antes nos era proibido. Logo, fiquemos no que já se foi com outras datas.