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21 de jul. de 2011

Todos somos professores

     A propósito polêmica surgida recentemente por conta de um artigo que publiquei no meu Blog Gonzaga de Andrade intitulado “O funil da OAB”, onde aplaudo o grau de dificuldade imposto aos candidatos ao exame da ordem, digo aos insatisfeitos que todos somos professores, mesmo que imperfeitos.
     Entretanto, parafraseando o grande mestre Will Durant não podemos ter vergonha de ensinar e aprender. Devemos culpar os egoístas que escondem do mundo o seu conhecimento como sendo exclusividade, devemos buscar em todos os locais esse saber que nos negaram.
     Aproveito a ocasião para lembrar com propriedade o que afirma esse grande filósofo do nosso tempo, para clarear os espíritos arredios daqueles que apenas buscam facilidade pensando que são bastante inteligentes: “A educação é a descoberta progressiva da nossa ignorância”. Logo temos muito por aprender nessa busca da excelência.

17 de jul. de 2011

A propósito do exame OAB

Se todas as profissões adotassem critérios rigorosos, como a Ordem dos Advogados do Brasil, para avaliar a capacidade técnica, profissional e ética dos seus integrantes, com certeza teríamos um mundo melhor.
     Não há com que se preocupar. Se a OAB aprovasse um elevado número de profissionais, com certeza estaria sendo alvo de pesadas críticas, condenando-a de colocar no mercado de trabalho pessoas incompetente e despreparadas.
     Por fim, tomei nota de um pensamento de Piero Calamandrei (1889-1956) jornalista, jurista, político e docente universitário italiano: “O advogado deve sugerir por forma tão discreta os argumentos que lhe dão razão, que deixe ao juiz a convicção de que foi ele próprio quem os descobriu”. Logo, como se chegar a tal ponto se não há exigência e rigorosidade no exame?