Muitos brasileiros têm se manifestado a favor da tortura
como forma de combater a criminalidade. Tal posicionamento não revela nada de
novo, apenas reforça a tese do Empirismo de que o conhecimento vem
principalmente a partir da experiência sensorial. Tomaz Hobbes (1588 a 1679), demonstra
isso em frases como: "homo homini
lupus", o homem é o lobo do homem e arrematada com a expressão: "Bellum omnium contra omnes",
é a guerra de todos contra todos.
A violência é própria do ser humano. Apesar do grau de
evolução e conhecimento a que chegamos, ainda não nos distanciamos do animal
perigoso e predador que somos. A sensação e o fascínio que levam à tortura e à
submissão estão latentes no homem.
A esse conceito também chegou Hobbes, apontando que o Direito
reduz-se à força. E Hobbes apenas amplia o pensamento de Platão para quem “o
direito, no mundo só está em questão para iguais em poder. Os fortes fazem o
que podem e os fracos sofrem o que devem sofrer”.
O interessante é observarmos que as classes mais altas e com
elevada escolaridade apoiam o uso da tortura. Essa natural atitude do ser
humano foi demonstrada por Hobbes no século 16, portanto, hoje essa tese está
mais clara do que nunca.
O homem, apenas saiu da escuridão e, ao migrar para a luz,
descobriu que poderia melhorar os atributos de sua força e que ela não se
resumia, apenas, aos músculos. Conforme o Empirismo de Hobbes “o poder de cada
um é medido pelo poder real”.
Portanto, a essência do direito de cada um está ligada à
força, logo, o homem só pensa nos próprios interesses. O manifestado desejo
punir para chegar à verdade através da tortura, apenas confirma a tese do “homo homini lúpus”.
LEIA também: Sob o Signo da Violência http://migre.me/k6Ydg

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