RSS

14 de abr. de 2014

A propaganda infantil

     O mercado publicitário voltado diretamente à crianças e adolescentes é mais que uma mina de ouro é a própria galinha dos ovos de ouro que não para de produzir. Os apelos estão em todos os segmentos e mídias. Qualquer decisão de frear essa máquina, com certeza, não surtirá efeito. Esse filão de mercado movimenta algo em torno de R$ 50 bilhões ao ano.
     Anunciam-se tudo e se vende tudo, graças à intervenção dos pequenos consumidores que lutam por fazer prevalecerem as suas vontades. Não têm outro caminho a não ser apelar, implorar, cobrar, chantagear e promover toda sorte de estripulias para conquistar o brinquedo dos sonhos.
     Os pais que tentem – se não tiverem condições financeiras – persuadirem seus filhos a fecharem os olhos aos encantamentos das propagandas mostradas na TV, nas mídias sociais, e dezenas de outros meios de comunicação.
     A resolução 163/2014 do Conanda – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente proíbe a prática de publicidade ou comunicação mercadológica voltada diretamente a esse público, com certeza não tem força de lei.
     Pela norma, são consideradas abusivas as campanhas com linguagem infantil, efeitos especiais e excesso de cores, trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança, representação de criança, pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil, além de uma série de outras coisas tão comuns usadas pelo mercado publicitário.

0 comentários:

Postar um comentário