A pergunta é pertinente, ainda mais agora, diante de tantos desmandos, falcatruas e roubalheiras. O “epicentro” de tudo isso, embora esteja no Planalto Central enraizou-se por todos os pontos do país, transformando a corrupção numa banalidade e o roubo ao erário uma disputa que atrai e encanta a todos que se penduram num dos galhos da árvore do poder.
A propina nunca foi tão valorizada como na atualidade. Nada de pequenos valores percentuais, pois como afirmam os corruptos catedráticos, comissão de 10 por cento é pra garçom. A situação dos desmandos aumenta em todo o país, desafiando o poder da Justiça, fato que revolta porque o quadrilheiro enquistado quer no executivo ou no legislativo, circula livremente de cabeça erguida.
Outra pergunta deve ser feita, para se entender o problema: de quem é a culpa de tanta corrupção que envergonha o povo brasileiro? O direcionamento só aponta para o eleitor, cuja maioria, tem reforçado a cultura criminosa da venda do voto, cedendo aos encantos de salafrários que lotam o Parlamento e usam a falsa afirmação de defender de defender os direitos do povo.
Não adianta a revolta do povo, pois os que chegaram até onde estão hoje, pagaram de alguma forma pelos votos recebidos. E quem votou consciente e nada recebeu e apenas cumpriu seu dever constitucional deve repensar o seu ato e sua decepção e tenha a coragem de apontar o quadrilheiro que o enganou e conseguiu garimpar o seu precioso e decisório voto.
Todos lembram os recentes protestos em todo o país antes das últimas eleições contra a corrupção, o que resultou em quebradeira. Pra mim, aquele recado das ruas foi apenas baderna. De lá pra cá nada mudou e se conseguiu aumentar o número de quadrilheiros que estão ancorados no legislativo e no executivo enchendo seus cofres com o dinheiro público. Afinal, em quem você votou mesmo?
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