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5 de nov. de 2011

Viver é acumular lembranças

      Não podemos frear o tempo. Sua marcha é inexorável. Sobram apenas as lembranças que se misturam em nosso baú de saudade. Nele estão revoltos, também, os sonhos não realizados. Projetos de vida que fazemos questão de guardar, porque haverá um tempo em que voltarão vergastar nossa memória.
     No abstracionismo das ideias revoltas lá estarão todos esses estigmas, resultados do que vivemos e do que pretendíamos ser. Nesse jogo das lembranças – sombras que se debruçam sobre a estrada percorrida –, fazemos questão de ser o pretérito perfeito daquilo que deixamos passar sem ter vivido em toda plenitude.
     Afinal, viver é acumular lembranças, umas boas, outras indesejáveis, mas das quais somos parte. Não podemos tentar esquecê-las, ignorar. Quando folheamos o livro da nossa vida elas surgem, algumas com tanta intensidade que somos arrebatados a outro tempo que foi e queremos que seja presente.

1 de nov. de 2011

Novamente a telefonia

     Não pode ser séria uma coisa dessas, notadamente quando tratamos com uma população explorada na sua boa fé e nas suas economias, sofrendo com os atropelos e péssimos serviços do sistema telefônico nacional.
     Agora nos chega uma decisão da Anatel – Agência Nacional de Telecomunicação, determinando que as empresas de telefonia reduzam suas tarifas de interconexão, aquela que é cobrada pelo uso da rede das operadoras de telefonia móvel.
     Com a medida anunciada esta semana as chamadas de telefone fixo para celular ficarão 25% mais baratas. Agora calma que vem o melhor: isso somente daqui a três anos. Portanto, não dá pra ficarmos animados, tampouco fazer comemoração.