RSS

21 de out. de 2011

E o lixo hospitalar americano?

     Negócio é o seguinte: existe uma legislação proibindo a importação de mercadorias usadas, mas como as demais não valem de nada, só quando surge uma denúncia comprovada da irregularidade, como foi o caso dos lençóis e outros lixos hospitalares contaminados, inclusive com sangue humano.
     Na America do Norte trabalhar com esse tipo de exportação é uma verdadeira mina de ouro. Esse lixo é jogado para os países pobres. Não há critério de segurança à saúde, só o de toma lá dá cá, de empresários mal intencionados que vêm na aquisição desse lixo hospitalar uma forma de custear o seu luxo.
     A consulesa americana para o Nordeste do Brasil, Usha Pitts, disse ao jornal Valor Econômico, em Recife que a exportação de produtos usados, incluindo itens hospitalares, movimenta um mercado "multimilionário" no seu país. Agora, ela própria quer ajudar tapar o sol com uma peneira, solicitando o auxílio do FBI nas investigações sobre o envio de lixo hospitalar para o Brasil.
     Ela afirma ainda, pasmem, que empresas americanas idôneas, exportam milhões de dólares em produtos usados para o mundo todo. Imaginem se não fossem idôneas! Poderiam até esterilizar seringas e agulhas descartáveis para enviá-las ao terceiro mundo.

20 de out. de 2011

Apenas mais impostos

     É incrível o volume de recursos arrecadados mês a mês só em impostos, pelo governo federal e ainda se tenta uma forma mágica para criar mais um imposto destinado, apenas e tão somente, à saúde, até uma velha tentativa de ressuscitar a CPMF, sepultada em fins de dezembro de 2007.
     Quando a Receita Federal anuncia que em setembro batemos mais um recorde superando os 75 bilhões de reais, o IMPOSTÔMETRO da Associação Comercial de São Paulo acusa que já ultrapassamos a marca de um trilhão em arrecadação de imposto só esse ano.
     Se em setembro batemos mais um recorde de arrecadação, com certeza passaremos à dianteira em outubro, novembro, depois dezembro. Isso é natural no país dos impostos, onde trabalhamos 148 dias do ano só para isso.
     Para o escocês Adam Smith, na “Riqueza das Nações”, afirma que a boa tributação é a que se aplica com justiça, simplicidade e neutralidade. Exatamente o contrário do que vemos por aqui.