A compra de voto em Roraima, ao que parece, é muito mais
acentuada do que em outras partes do país. Essa prática vem sendo corriqueira a
cada eleição e não adianta providências fiscalizatórias da Justiça Eleitoral,
tampouco da Polícia Federal na tentativa de evitar a prática deste crime.
Assim tem sido desde a criação do estado de Roraima, quando
se fazer boca-de-urna era muito fácil e não havia as perseguições da
atualidade. O dinheiro corria frouxo. Era um atrativo para os eleitores que
recebiam as benesses de vários candidatos que tentavam atrair o voto para sua
candidatura.
Com isso, as campanhas políticas em Roraima foram ficando
cada vez mais cara e, proporcionalmente, hoje nestas bandas do norte brasileiro
temos o voto mais caro do Brasil. Logo, fica difícil um candidato a qualquer
cargo eletivo conquistar uma eleição caso não tenha dinheiro.
Sabem as autoridades que é muito difícil evitar a prática da
chamada BU. No máximo, o que se consegue é inibir um pouco, pois quando se pensa
nas providências, o dinheiro já está lá na ponta com os cabos eleitorais de
confiança, guardando-o para distribuí-lo na hora aprazada e sem atropelo.
O mal vai se alastrando a cada campanha estimulando as consciências,
fazendo a alegria de todos, sobretudo as faixas menos favorecidas do eleitorado
que pouco estão se importando para o chamado voto consciente, voto ético, voto
de valor. Afinal é difícil se encontrar quem não gosta de dinheiro.

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