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17 de jun. de 2011

Julgadores e julgados

     Todos nós fazemos parte de um grande conselho de sentença. Estamos sempre prontos para julgar tudo e a todos, quase sempre condenando-os à revelia.
     Como julgadores achamos que sempre estamos certos, não temos erros e nunca erramos, por isso mesmo consideramo-nos acima do bem e do mal.
     Se estamos prontos para julgar, nunca estamos prontos para sermos julgados e, quando assim acontece, mesmo que tenhamos errados nos consideramos INJUSTIÇADOS. Sabe por que? Porque a dor dos outros não é nossa e nos nutrimos do sentimento de puro egoismo. Tome nota e reflita sobre isso!

16 de jun. de 2011

Coisas do mundo do direito

     Li, gostei e tomei nota. Está no blog Lei Expressão da Vontade. Em ação judicial contra a Bolsa de Valores, um advogado fez sua petição requerendo ao juiz que "assustasse o pregão". Documento encaminhado, recebeu imediata acolhida do magistrado. O juiz não teve a menor dúvida e despachou: "BUUUUUUUU! Assustei!"
     Há outro caso recente e semelhante. O caso do dedo mindinho, que foi bastante enfatizado pela imprensa. Um juiz de Cotia (SP) negou uma indenização por acidente de trabalho em que o empregado havia perdido o dedo mínimo da mão esquerda, afirmando que o tal dedo é de "muito pouca utilidade" e que "tende a desaparecer com a evolução da espécie humana". Maguila disse que o juiz tava muito enganado e que entre as utilidade do dedinho estão coçar o ouvido e o interior do nariz.

15 de jun. de 2011

Quem tem medo de voar

     A chance de alguém bater o carro e morrer a caminho do aeroporto é 500 vezes maior do que a de o avião cair. Segundo a Administração Federal de Aviação, americana, de cada 1 000 mortes, 228 acontecem em acidentes rodoviários e 0,45 em aeroviários. Até nadar é mais perigoso.
     A cada 1 000 fatalidades, 26 são por afogamento. Agora, vejam o detalhe estatístico: Em qualquer vôo, só 1% a 2% das pessoas estão tranqüilíssimas; 23% estão com medo e os restantes 75% estão numa graduação maior do medo que é o pavor. Tome nota!

12 de jun. de 2011

Drumond tem razão

     Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro.
     Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.
     Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção.
A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. (LEIA MAIS)