Profissionalismos e competência, pelo menos para alguns gestores, não são fundamentais no serviço público. Temos visto que a máquina pública tem se tornado um celeiro de arrivistas de toda espécie. Se alguém souber a resposta diga-me: o que leva um gestor a dispensar um funcionário com larga produtividade e colocar no seu lugar outro que nada faz, sequer aparece na repartição para assinar o ponto?
A gestão pública está fadada ao fracasso, aqui e em toda parte. A cada dia, quem sabe fazer alguma coisa e que se sente responsável pelo que faz, fica com um pé atrás, pois sabe que a qualquer momento pode ser trocado por um incompetente, um autêntico sabujo que caiu nas graças do chefe.
São marcas do serviço público, máquina que vai emperrando com a oxidação de suas engrenagens. A boa administração não pode dispensar a integridade, a motivação, a capacidade, a compreensão, o conhecimento, e, por fim, como fator mais importante de todos, a experiência profissional.
Como afirma o empresário, banqueiro Dee Hock (foto), criador do cartão VISA, “sem integridade, a motivação é perigosa; sem motivação, a capacidade não é impotente; sem capacidade, a compreensão é limitada; sem compreensão, o conhecimento é insignificante; sem conhecimento, a experiência é cega”.
Portanto, uma questão fica em aberto para a reflexão: quem manda no serviço público?
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