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1 de jul. de 2011

O repente do poeta

     O tribuno Raimundo Yasbeck Asfóra, brilhante criminalista, poeta e político que ilustra a história da Paraíba, tanto no tribunal do júri, como no parlamento brasileiro. Foi destaque como deputado federal na década de 1980, era também um amante das cantorias de viola.
     Voltando de uma delas, insatisfeito com o desempenho dos violeiros que não rimaram do seu agrado o mote que dera: "A casa não atinha dentro, / A casa não tinha fora!" Encontrou no restaurante de Genival, em Campina Grande, o poeta aposentado Cícero Bernardo. Propôs um desafio da rima e Cícero produziu a pérola abaixo:
     "Doutor me preste atenção. / Eu vou lhe falar de vera. / Já sei que essa casa era / Verdadeira assombração. / Eu cheguei lá no portão, / Tive um pouco de demora, / Mais ou menos uma hora / Depois olhei para o centro, / A casa não tinha dentro, / A casa não tinha fora!" - Vale tomar nota?

30 de jun. de 2011

Isso é popularidade

     Ottomar de Sousa Pinto (foto), falecido governador de Roraima, falando a respeito da popularidade internacional de Chico Rodrigues, deputado federal por 6 vezes, integrante de várias comissões internacionais, e atual vice-governador, disse que dois amigos assistiam a missa na Praça de São Pedro, no Vaticano, quando presenciaram uma cena interessante.
     Terminada a celebração, Rodrigues que estava no local resolveu ir cumprimentar o Papa. Graças ao seu prestígio passou pela segurança. Pouco tempo depois aparecia ao lado de sua santidade.
     Um dos amigos vendo um cidadão de terno ao lado do sumo pontífice perguntou ao companheiro se ele sabia quem era aquele que estava lá no altar. O amigo olhou e prontamente respondeu: “Ao lado de Chico Rodrigues é o Papa.”

Saudação equivocada

No meio jurídico também surgem muitas coisas dignas de notas e que resistem ao tempo, como uma proferida pelo falecido magistrado Pedro Conde, do Tribunal de Justiça do Piauí e professor da Faculdade de Direito.
Ele foi encarregado durante um grande evento jurídico de recepcionar no Piauí um ilustre mestre em Direito Romano, em sua saudação o incomparável Pedro Conde disse:
– Vossa excelência é uma sumidade no estudo do Direito Romano, eu diria até que é um papa no assunto. E deveria até ser chamado de Gaio, que foi um dos mais excepcionais mestres do Direito na Roma antiga. Então a minha saudação estaria resumida nesta expressão: Papagaio!

29 de jun. de 2011

Uma questão de física


     O grande tribuno Carlos Lacerda, da UDN – União Democrática Nacional, partido de oposição ao então presidente Getúlio Vargas -, fazia inflamado discurso na Câmara dos Deputados, quando um colega pediu aparte, nos seguintes termos:
     "Deputado, vossa excelência pode falar o quanto quiser, porque o que me entra por um ouvido sai imediatamente pelo outro".
     Carlos Lacerda aproveitou o embalo do desaforo do colega parlamentar e emendou:
     "Impossível, nobre colega, o som não se propaga no vácuo!"

Será que foi suicídio?

     A investigação de qualquer crime é uma coisa muito complicada e tem de se ter critérios e técnicas para se chegar a uma conclusão lógica. Vez por outra nos deparamos com ideias extremamente absurdas. Não podemos deixar passar sem tomar nota.
     Está nos anais da história criminalística de Mato Grosso onde um ao encerrar seu relatório de assassinato para fechar o inquérito policial foi categórico:
     “A vítima foi encontrada às margens do rio Sucuriu, retalhada em quatro pedaços, com os membros separados do tronco, dentro de um saco de aniagem, amarrado e atado a uma pesada pedra. Ao que tudo indica, parece afastada a hipótese de suicídio”.

Da política e políticos

     Essa ideia fosforescente está nos autos da Câmara Municipal de Quixeramobim CE) e aproveitei para inserir no meu livro ainda inédito ARRE ÉGUA!
     Em 1991, o vereador José Filho apresentou um projeto de lei obrigando pecuaristas pintarem de amarelo fosforescente, “todos os rabos de bovinos, ovinos e caprinos do município”. A idéia era dminuir o atropelamento desses animais.
     O vereador Rocélio Fernandes apresentou emenda a esse projeto, prevendo a pintura de todos os cascos e chifres dos animais supracitados, e as orelhas dos animais sem chifres. Felizmente, a proposta vazou e virou gozação e não pôde ser votada.

28 de jun. de 2011

E o poeta está certo

     Hoje vivemos em constante dúvida, a partir do momento que abrimos os olhos. Não temos a certeza de mais nada, muito menos dos amigos do peito, limites do corpo, muito menos podemos vislumbrar o futuro e fazer um prognóstico do amanha, mesmo que seja com a esperança de óculos.
     É encantador o sonho do poeta Zé Rodrix que pensa com casinha campestre de pau-a-pique e sapê, circundado de carneiros e cabras que pastam solenes no jardim. No entanto, é melhor se ter o sonho do que padecer numa realidade crua de concreto e asfalto, trânsito de automóveis e pessoas alucinadas em busca da sobrevivência.

Morar no campo

     “Eu quero uma casa no campo/ onde eu possa ficar/ do tamanho da paz...” Que beleza! Pois na cidade grande quase não é mais possível se ter qualidade de vida, muito menos sonhar com a paz, onde se tenha, como disse o poeta Zé Rodrix, “... o silêncio das línguas cansadas...” e onde se possa estar livre da poluição.
     Morar no campo! Eta coisa especial! Uma casinha modesta, mas do tamanho da paz. Onde a pressa não tenha pressa, onde a vida acompanhe a natureza em todos os sentidos e com seus encantos bucólicos.
     A cidade grande ficou quase impossível de se viver, apesar da necessidade de se trabalhar para ganhar a vida, embora se tenha algumas formas de trabalho em casa. O que nos deixa mais desencantados é a violência crescente, parecendo até que a humanidade perdeu seu rumo e veja na guerra urbana do dia-a-dia uma forma de fugir de todos os problemas.

27 de jun. de 2011

E o Artigo 29 do CTB?

     Dirigir bem é uma arte, principalmente quando se observa a LEI. Detalhe, não precisa muito para ser um bom motorista, basta seguir entre outras coisas o que determina o Art. 29 do Código Brasileiro de Trânsito, regras que as Auto-escolas esquecem de ensinar até aos seus instrutores.
     Entre outras coisas lá está escrito: “a circulação far-se-á pelo lado direito da via, admitindo-se as exceções devidamente sinalizadas”. Não é isso que vemos em nossas ruas.
     E diz mais: havendo varias faixas de circulação no mesmo sentido são as da direita destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos e de maior porte... da esquerda, destinadas à ultrapassagem e ao deslocamento dos veículos de maior velocidade”. É só observar a lei!