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15 de jul. de 2011

Nunca devemos desistir

     A queda nunca significa o fim. Aceitar a queda como o fim é negar a grandeza de Deus. Nascemos para o sucesso e vôos altos. Não podemos matar o pássaro interior que ganha as planícies da imaginação em busca de horizontes amplos. A queda é uma advertência para que se consiga a escalada perfeita.
     “A águia é a única ave que chega a viver 70 anos. Para isso acontecer, por volta dos 40, precisa tomar uma séria e difícil decisão. Nessa idade, suas unhas estão compridas e flexíveis. Não conseguem mais agarrar as presas das quais se alimenta. Seu bico, alongado e pontiagudo, curva-se. As asas, envelhecidas e pesadas em função da espessura das penas, apontam contra o peito. Voar já é difícil.
     Nesse momento crucial de sua vida a águia tem duas alternativas: não fazer nada e morrer, ou enfrentar um doloroso processo de renovação que se estenderá por 150 dias.
     A águia decide enfrentar o desafio. Recolhe-se a um ninho próximo a um paredão, onde não precisará voar. Aí, começa a bater com o bico contra a rocha até conseguir arranca-lo. Depois, espera nascer um novo bico, com o qual vai arrancar as unhas velhas. Quando novas unhas começarem a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. Só após cinco meses ela pode sair para o vôo da renovação e viver mais 30 anos”.

14 de jul. de 2011

Escola de homens-bomba












A que ponto chega a criatividade do humorista até mesmo bricando com situações extremas do fanatismo religioso.Tome nota, vale a pena contemplar a criatividade do artista.

13 de jul. de 2011

Essa não dá pra entender

     Essa anotação é para o meu amigo Aroldo Pinheiro. Fui buscar lá nos “recuerdos” do grande e saudoso poeta cearense Leonardo Mota, o nosso querido Leota. Ele conta que encontrou na cidade de Icó um jovem desregulado do juízo que cuidava da limpeza do jardim de um velho asilo da igreja católica, onde sempre chegavam crianças recém-nascidas abandonadas.
     Um dia o jovem ao abrir o portão do asilo encontra dois bebês abandonados. Entrega-os ao monsenhor e vai cuidar dos seus afazeres e sempre repetindo: Não entendo! Não entendo! Leota o encontrá-o em um bar repetindo o mesmo refrão, ao conversar com ele, fica sabendo da história e escreve o seguinte:
                    Pelas ruas da cidade
                    andava um doido dizendo
                    Com toda sinceridade:
                    - Não entendo, não entendo! 
     Como alguém lhe perguntasse:         
     - O que é que não entendeis?
     Ele sem voltar a face
     Respondeu com altivez:
                    Donzelas são sempre puras,
                    Damas casadas também
                    E viúvas são criaturas
                    Que de honestas o nome tem.
      No entanto os pequeninos
      O asilo vão enchendo,
      De quem são esses meninos?
      Não entendo, não entendo!

12 de jul. de 2011

Novos conceitos na aldeia

     O advento da internet na década de 1960, no auge da guerra fria entre EUA e URSS, trouxe ao mundo uma mudança profunda de conceitos políticos e sociais. A democracia, por exemplo deixou de ser opinativa para ser colaborativa. Há um chamado para exercermos influência na realidade e no momento em que vivemos e melhor possamos organizar o futuro.
     A Internet possibilitou, também, uma mudança na forma de transmitir informações. Forçou a que tivéssemos uma mudança radical de opinião. Com ela conhecemos melhor o conceito de Aldeia Global do canadense Marshall Mcluhan (foto) e, graças a isso mantemos o mundo a click do nosso mouse.
     Com ela, também reduzimos mais o analfabetismo político, pois o debate está em toda parte e nele temos a condição de poder opinar, exercendo melhor a nossa cidadania, vez que ela é a pedra basilar da democracia. Com certeza, nos dias atuais a democracia tem muito mais qualidade.

Discussão Pontual

A pérola literária que publico abaixo é o exemplo da genialidade poética do paraibano Ronaldo Cunha Lima, em seu livro Gramática Poética. Anotem:
    
     Aconteceu, certa vez,
     memorável discussão
     em meio à pontuação,
     discussão gramatical.
A vírgula, bem saliente,
começou: "- Eu sou é quente!
Só não me faço presente
na oração principal!"
     Retrucou a reticência:
     "- Dona vírgula, paciência!
     Não seja assim tão boçal!
     Você é uma simples pausa,
     uma confusão total!"
E, naquele mesmo instante,
vem outro sinal falante
a querer entrar na briga:
     "- Acabem com essa intriga!
     Eu, sim, é que sou o tal.
     terminou a discussão,
     pois eu sou a conclusão:
     eu sou o ponto final!