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3 de ago. de 2011

Quem manda?

     Profissionalismos e competência para alguns gestores não são fundamentais no serviço público. A máquina pública tem se tornado um celeiro de arrivistas. Se alguém souber a resposta, diga-me o que leva um gestor a dispensar um funcionário com larga produtividade e colocar no seu lugar outro que nada faz, mal aparece na repartição para assinar o ponto.
     A gestão pública está fadada ao fracasso. Quem sabe fazer alguma coisa e se sente responsável pelo que faz,  sabe que a qualquer momento pode ser trocado por um incompetente, um autêntico sabujo que caiu na graça do chefe. São marcas do serviço público, máquina que vai emperrando com a oxidação das suas engrenagens.
     Como afirma o empresário, banqueiro Dee Hock, criador dos cartões VISA, sem integridade, a motivação é perigosa; sem motivação, a capacidade não é impotente; sem capacidade, a compreensão é limitada; sem compreensão, o conhecimento é insignificante; sem conhecimento, a experiência é cega.

2 de ago. de 2011

Grandes lições da vida

     Por mais que avancemos na idade, há coisa que não esquecemos. Como diz o meu amigo Natanael Gonçalves, parece que foi ontem. Umas dessas coisas inesquecíveis são as lições que aprendemos com nossas mamães, quando éramos crianças.
     Eu, por exemplo, aprendi a dar valor ao trabalho. Aquela frase que ela dizia ainda ecoa nos meus ouvidos:     “Se tu sujares essa casa que acabei de limpar eu te mato”. Igualmente, mamãe me ensinou a ter fé, coisa que meu papai também insistia: "É melhor você rezar pra essa mancha no tapete sair, senão, senão...”
     O sentido da lógica todos nós aprendemos na infância com nossos pais: "Estou dizendo que é assim e ponto final, entendeu?” Eu que não iria dizer nada. Tá louco! Também aprendemos o sentido da contradição quando nos mandavam calar: “Fecha a bom e engula o choro!” Outra coisa importante, foi ensinar o valor do sorriso: “Sorria de novo que eu lhe quebro os dentes”.
     Coisas de mães caprichosas que só queriam o melhor pra nós.

1 de ago. de 2011

O grande segredo

O grande segredo da vida é ser paciente. No entanto, para sê-lo é necessário ter disciplina, compartilhamento harmônico com o Universo e, sobretudo, saber pedir pra você e desejar em igual dose para os seus semelhantes. Tomem nota!

O gato Chaplin

     Acho genial a criatitividade do artista que manipula coisas simples e dão um toque de humor e até de criatividade. Nesta foto é evidente o trabalho extraordinário numa alusão ao gênio Chaplin. É a arte ganhando formas diferentes e ousadas e que deve sair por ai sendo mostrada a todos. Pena não saber quem é o autor de semelhante obra nota dez. Essa é uma das pérolas que encontramos na Internet. Essa é realmente geniosa e merece nossos aplausos. Quem souber, por favor deixe seu recado.

Um diálogo insólito

     O clima não era nada amistoso depois de tudo que havia acontecido entre ambos. Além do mais, a brutalidade norteava aquele instante de enfrentamento de duas pessoas amigas há tempos. Eram brutos, incultos nas letras embora sábios na troca de acusações e nas interpretações da vida simples. Verdadeiras!
     Ali não importava os floreios da língua, mas os falares do povo humilde, com a intelectualidade natural do matuto que sabe traduzir sentimentos com a força das suas expressões. Era um diálogo insólito, mas sincero, apesar de cacofônico.
        – Discupi intão. - Afirmou Joaquim depois que o amigo foi tomar satisfações, sentindo-se magoado com o acontecido recente.
        – Tu num tinha o direito de mi atacar por trás.
        – Má rapai, eu só brinquei daquele jeito pruque tu falô qui num ia me pagá. - Finalmente entendi que se tratava de calote ou coisa semelhante. Continuei escutando, disfarçando riso e escancarando bem os ouvidos.
        – Aquele fela da puta do Zé Gomi ficou gozano o tempo todo na minha cara.
        – Num sei pruque tu tá assim. Oxi. Quem meteu o pau em você pur ditrais foi o Manezim de seu Tota. E tu num disse nada. - No meu entendimento a coisa começava a se complicar. Se eu não fosse um bom entendedor dos falares daquela gente simples eu pensaria outra coisa. 
        – Cê besta, rapais, pensei qui tu num ia ficá chatiado. Foi só u’a brincadêra.
        – Toma essa merda de dinheiro. Tão cedo num vô isquecer o qui você me fez. - Aquilo foi uma tapa no amigo que se sentiu muito mal em ver uma amizade tão antiga prestes a ser terminada por uma brincadeira. Naquela hora valeu a interferência de terceiros que conheciam os dois e resolveram apaziguar os ânimos. Conseguiram que voltassem às boas e se dessem um abraço afetuoso seguindo-se um pedido de desculpa.
        – Então, meu amigo, discupi se eu lhe feri por trás e te machuquei por dentro. Agora é só bola pra frente.