Os picaretas estão em toda parte, principalmente no Poder Público. Ao contrário das pessoas de bem, profissionais competentes, sérios que fazem da profissão um sacerdócio e não um negócio, eles estão enquistados junto aos governos apenas - e tão somente apenas - para se locupletarem, ajudando a sugar recursos do erário custe o que custar.
Sem qualquer exceção, os picaretas, sobretudo do ramo de comunicação, são arrivistas declarados e nunca estão a serviço do poder, buscam ser servidos, abastecidos em troca de mentiras, falsidades, fofocas e fuxicos levados àqueles que estão gerindo a máquina pública.
São plectros de madeira apodrecida, tentando fazer vibrar as cordas de personalidades fracas e descompromissadas com o bem maior que é servir ao povo e cedem a esses elementos em detrimentos de grandes profissionais que poderiam – e estão dispostos, estes sim – a contribuir com a administração pública, mas são cerceados pela força injuriosa da incompetência.
Estão enquistados no poder com a anuência dos próprios administradores, em sua maioria sem visão cartesiana que lhes mostre realidades alcançadas até por pessoas simples. Os picaretas distorcem fatos, criam inimizades e estão sempre de olho em sua fonte de recursos que não é perene.
A qualquer momento esses arrivistas pulam fora e só então se saberá que são pessoas sem a menor credibilidade, sem escrúpulos, enganadores e como dizia Odorico Paraguaçu - personagem de Dias Gomes na novela O Bem Amado, são mal-caratistas juramentados. Ai é tarde, a extensão do mal causado é bem maior que a preocupação.
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