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21 de out. de 2011

E o lixo hospitalar americano?

     Negócio é o seguinte: existe uma legislação proibindo a importação de mercadorias usadas, mas como as demais não valem de nada, só quando surge uma denúncia comprovada da irregularidade, como foi o caso dos lençóis e outros lixos hospitalares contaminados, inclusive com sangue humano.
     Na America do Norte trabalhar com esse tipo de exportação é uma verdadeira mina de ouro. Esse lixo é jogado para os países pobres. Não há critério de segurança à saúde, só o de toma lá dá cá, de empresários mal intencionados que vêm na aquisição desse lixo hospitalar uma forma de custear o seu luxo.
     A consulesa americana para o Nordeste do Brasil, Usha Pitts, disse ao jornal Valor Econômico, em Recife que a exportação de produtos usados, incluindo itens hospitalares, movimenta um mercado "multimilionário" no seu país. Agora, ela própria quer ajudar tapar o sol com uma peneira, solicitando o auxílio do FBI nas investigações sobre o envio de lixo hospitalar para o Brasil.
     Ela afirma ainda, pasmem, que empresas americanas idôneas, exportam milhões de dólares em produtos usados para o mundo todo. Imaginem se não fossem idôneas! Poderiam até esterilizar seringas e agulhas descartáveis para enviá-las ao terceiro mundo.

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