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17 de nov. de 2011

O amor já não é o bastante

Nunca foram suficientes as juras, as palavras, os compromissos com a certeza inquestionável de que amor e verdade era aquilo que se queria realmente. Assim deveria ser a meta! Entretanto, parece ser necessário a imaterialidade do ser para se chegar a esse fim. A busca do novo encanta e atrai.
Todos cobram essas duas coisas, poucos se dão conta de que as levam consigo. Todos dizem que amam e que falam a verdade, mas as transmutam em mentiras de acordo com sua conveniência.
Melhor concordar com o poeta Augusto dos Anjos quando afirma: “... o amor na Humanidade é uma mentira.” Afinal, as pessoas rendem-se a quaisquer encantos e preferem as futilidades que o mundo lhes põe diante dos olhos.
Desprezam valores individuais e coletivos. Nesse rol vai também a família, base angular de uma sociedade de igualdades que se desiguala a cada dia. Assim é o instinto humano.

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