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17 de ago. de 2011

A medida do TER

     TER. Verbo transitivo direto, originado do Latim tenere, é o agregador de vontades que contamina o ser humano. Determina-lhe o querer, impulsionando-o a segurar tudo que é de valor. É o TER que norteia, a nós humanos a maneira, a forma tão popular de “quem tem, cada vez mais quer ter e a medida nunca enche”.
     Isso mesmo, é a medida que guia os avarentos, segurando, não largando, sustendo com todas as forças o que lhes tiver ao alcance. Por isso mesmo sabem manter, conservar e ocupar todos os espaços e só visualizam uma forma: receber, capturar, entrar na posse de patrimônios e valores monetários.
     Não é um verbo que alcance os destituídos de ambição, que não têm sede de conquistas, de atrair para si patrimônios cada vez maiores. Estes, embora ainda dentro da definição dicionarista, sabem apenas se dedicar, consagrar, acolher e, na vida que levam, só têm certo o perigo, como afirma Cecília Meireles em “Obra Poética”.

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